Investir No Exterior

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Investir

Qualquer brasileiro pode investir no exterior. No entanto, se nosso mercado financeiro é um dos mais rentáveis do mundo, por que alguém pensaria em tirar seu dinheiro daqui? Isso acontece quando o propósito é reduzir o risco, e não aumentar a rentabilidade — até porque a tributação geralmente não compensa. Quando aplicam lá fora, grandes investidores buscam uma diversificação de risco.

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Quem quer fazer aplicações no exterior tem dois caminhos para escolher:

• por meio dos Fundos de Investimento no Exterior (FIEX), em que um administrador brasileiro monta uma carteira de ativos estrangeiros de renda fixa (títulos públicos e privados basicamente) e a gerencia como faz com qualquer outro fundo;

• com investimentos feitos diretamente no exterior, como imóveis, ações, títulos públicos e privados (Off Shore). Nesse caso, você precisa, antes de mais nada, ter uma conta corrente em um banco no exterior que esteja declarada no imposto de renda. Esse banco (ou uma corretora) pode investir o dinheiro sob suas ordens.

Que títulos internacionais costumam ser mais procurados por brasileiros? A resposta é a mesma, tanto para os títulos que compõem a carteira dos FIEX como para os do portfólio dos investidores que agem diretamente: papéis de alguma forma relacionados com o Brasil.

A preferência dada ao “produto nacional” se explica justamente pela rentabilidade superior que oferece, decorrente do fato de os juros brasileiros estarem entre os mais altos do mundo. O risco já é reduzido pelo atrelamento a uma moeda internacionalmente forte, e isso se mostra suficiente como diversificação. Entre esses títulos à brasileira destacam-se os eurobônus emitidos por empresas nacionais no mercado internacional e diversos títulos da dívida externa.

Uma vez escolhido o banco, a próxima etapa é abrir a conta. A ficha cadastral que você terá de preencher pede informações que são, em parte, exigências legais e, em parte, solicitações do próprio banco. Entre os documentos previstos na legislação estão documento de identificação (carteira de trabalho, por exemplo), comprovante de residência em nome do cliente (que pode ser desde uma conta de água até o boleto da TV por assinatura) e o CPF (Cadastro das Pessoas Físicas). Todos originais.

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Conta Corrente

Em geral, a principal exigência do banco diz respeito à renda ou ao patrimônio do potencial novo cliente. Costuma-se pedir a comprovação de uma renda mensal mínima, que varia de instituição para instituição, dependendo do público-alvo de cada uma. Pela mesma razão, alguns bancos estabelecem um depósito mínimo inicial como condição para a abertura da conta. Os dados financeiros do cliente servem ainda para definir posteriormente o limite para o cheque especial e outros produtos bancários.

Tipos de conta

São várias as opções que os bancos oferecem quanto à abertura de contas correntes.

Elas podem ser de Pessoa Física ou de Pessoa Jurídica (empresas). As contas de Pessoa Física apresentam variáveis:

• conta individual: tem um titular;

• conta conjunta: pertence a dois ou mais titulares, que podem movimentá-la de duas formas:

a) como conta solidária (e/ou), com os titulares podendo utilizá-la em conjunto ou isoladamente;

b) como conta simples (e), que só pode ser movimentada em conjunto. Nesse caso, sempre que um cheque for emitido terá de levar a assinatura de todos os titulares.

Em muitos bancos, menores de 16 anos e jovens entre 16 e 21 também podem ter conta corrente. No primeiro caso, só pode ser movimentada pelo pai ou tutor; no segundo, os menores são considerados “relativamente incapazes” e podem movimentar a conta assistidos pelos pais ou por um tutor.

Conta no exterior

Não é ilegal ter conta corrente em um banco no exterior, contanto que tudo seja declarado no imposto de renda. Mas só vale mesmo a pena para quem tem muito dinheiro para investir e quer diversificar seu risco.

Para abri-la, basta dirigir-se a um dos grandes bancos e ele se encarregará de abrir uma conta para você em uma filial estrangeira. Seu banco lhe dará um formulário do Banco Central para ser preenchido declarando a origem do dinheiro e mandará esse formulário para o Banco Central.

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